DINÂMICAS DO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO NA UNIÃO EUROPÉIA
01) A União Européia era composta até 2003 por 15 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino Unido e Suécia. Contudo, no ano seguinte, novos países membros foram incorporados ao bloco: Chipre, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Eslováquia, Lituânia, Malta, Rep. Tcheca e Polônia. Em janeiro de 2007, Romênia e Bulgária foram também incorporadas ao bloco, o que perfaz um total de 27 países membros.
a) Qual o significado geopolítico da adesão dos novos membros?
b) Apresente duas diferenças de caráter socioeconômico entre os membros mais antigos e os novos membros da União Européia.
02) A reconstrução da Europa, após a Segunda Guerra Mundial, previa a organização de um sistema conjunto de defesa e de novos laços de cooperação econômica. O Tratado de Roma, de 1957, criou uma Comunidade Econômica e possibilitou a abertura das fronteiras entre os países membros. Em dezembro de 1991, com a assinatura do Tratado de Maastricht, deu-se um passo bem mais ambicioso em direção à unificação continental.
Por que o Tratado de Maastricht representou um passo bem mais ambicioso no processo de unificação européia?
03) O fortalecimento da União Européia nas últimas duas décadas explica, em grande medida, o traço multipolar da nova ordem mundial. A aplicação dos capitais disponíveis na Europa foi investida em 2005, com o propósito de dar continuidade ao processo de fortalecimento desse bloco econômico. Os gastos com agricultura e ajuda aos países mais pobres merecem destaque em razão das maiores quantias envolvidas.
O Globo, 16 de junho de 2005.
Os gastos da União Européia com a ajuda aos países mais pobres envolvem um volume de capitais somente superado por aqueles destinados à agricultura. Irlanda, Grécia, Portugal e destacadamente a Espanha estão entre os países mais beneficiados com esses investimentos.
a) Como a ajuda financeira às áreas mais pobres da União Européia contribui para o fortalecimento dos grandes capitais europeus?
b) Explique a maior destinação de capitais gastos na União Européia com agricultura.
04)
A imigração de europeus na Europa
Fonte: Traduzido de SCIENCE PO - Cartographie.
a) Identifique os fluxos migratórios no âmbito do continente europeu, que tiveram origem antes e depois de 1989.
b) Explique a emergência dos fluxos migratórios posteriores a 1989.
05)
"A SOLUÇÃO QUE VEM DE FORA"
"Governos e economistas de países ricos ignoram a xenofobia da população e atraem imigrantes
O racismo e a xenofobia são maus conselheiros. Nos últimos meses, os cidadãos de países ricos, tradicionalmente rigorosos com a entrada de imigrantes, estão ouvindo das autoridades econômicas que justamente eles são a garantia de um futuro mais próspero."
Fonte: http://www2.uol.com.br/veja/010801/p_080.hml
a) Que fenômeno demográfico explica a necessidade da mão-de-obra imigrante para os países ricos como: Estados Unidos, Alemanha, Itália, França e outros?
b) Por que as autoridades econômicas dos países ricos afirmam que os imigrantes são a garantia de um futuro mais próspero?
06) Vencida a crise provocada pela alta do petróleo, a retomada da imigração na Europa Ocidental, a partir da década de 1980, esbarra em uma nova realidade econômica e social que acirra a xenofobia, dá margem e consolida o discurso do “fora estrangeiros”. A adoção de políticas restritivas à imigração e a violência contra os diferentes grupos de imigrantes e seus descendentes tornaram-se tristes marcas dos países mais ricos do continente. Uma “cortina de ouro” surge no lugar da antiga “cortina de ferro”.
Skinheads de Londres — jovens hostis à presença de imigrantes no país, com idéias e práticas que lembram os antigos nazistas: um dos jovens ergue o braço numa saudação nazista.
MOREIRA, Igor. Espaço Geográfico. São Paulo: Ed. Ática, 2002.
Caracterize a “nova realidade econômica” citada no texto, deixando claro como ela se presta a acirrar o sentimento xenófobo na Europa
08)
Os fragmentos abaixo representam posições distintas de dois franceses no debate estabelecido na Europa sobre a nova Constituição da União Européia.
Posição 1
‘Sim’, porque os chineses avançam
PARIS. “No início eu estava tentada a votar não. Mas cheguei à conclusão que é importante que a Europa esteja unida para enfrentar os problemas econômicos de hoje, como o desemprego. Votar “não” não é solução. Ao contrário: é causar ainda mais problemas para a França. Essa idéia de que vamos ser invadidos por mão-de-obra da Polônia beira a caricatura. A França sempre foi um país que acolheu trabalhadores estrangeiros. E não vai ser porque vamos ter mão-de-obra mais barata que vamos ter mais desemprego. Dizer que vamos adotar o modelo liberal americano, ora, de qualquer forma, os chineses estão avançando, são ainda mais fortes que os americanos. Não vamos ter escolha: seremos obrigados a avançar também.”
(KARINE SOLIVEAU, esteticista de 27 anos, francesa, em depoimento a Deborah Berlinck)
Posição 2
‘Eu não vou votar em protesto’
PARIS.“ Eu não estou de acordo com toda esta história. Acho isso tudo lamentável. Eu não vou votar em protesto, porque é tudo inútil. Estamos num monstruoso lodo. Estamos afundando. A educação nacional está ruim, não vou nem falar da medicina. Se ninguém votasse, o que mudaria? As leis tinham que ter sido pensadas antes de se fazer esta Europa. E a Turquia, isso já é um erro monumental. Claro que os franceses são contra! E o dinheiro que a Europa gastou com a ex-Iugoslávia, com o Kosovo. Você ouve falar no Kosovo? Recebem dinheiro da Europa. Não estou de acordo. Será que vamos chegar à situação em que as pessoas recebem dinheiro e ficam em casa? Ora, a UE vai dar dinheiro a todo mundo. E Portugal, que recebeu todo aquele dinheiro? Eles não têm indústria.”.
(ARTHUR ABALLAIN, decorador de 61, francês, em depoimento a Deborah Berlinck)
(O Globo, 28 de maio de 2005.)
Apresente um argumento utilizado por quem defende a posição 1 e outro para quem defende a posição 2.
09) Logo após a reunificação das duas Alemanhas (3 de outubro de 1990), o novo país passou por um período de instabilidade econômica, com redução da produção industrial, aumento do déficit público e desvalorização cambial, o que levou parte da população a questionar as vantagens da reunificação.
Identifique os fatores responsáveis por esse período de instabilidade do desenvolvimento na Alemanha nos anos que se seguiram à reunificação.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
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