quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Texto de História

Colégio Pedro II – UE SCIII
Disciplina: História
Coordenador Pedagógico: Paulo Seabra
Professor: Albano
Turma: 1201, 1203 e 1205
Aluno:


UNIFICAÇÃO ITALIANA ( 1859 – 1871 )

Ø Congresso de Viena – Itália dividida em uma série de ducados, pequenas monarquias e principados, excetuando o Reino das Duas Sicílias, governado pelo ramo espanhol dos Bourbon e os Estados da Igreja pelo Papa, o restante ou estava sob o domínio direto da Áustria ou governado por príncipes austríacos. Somente o Reino do Piemonte – Sardenha era governado por uma casa dinástica italiana, a Casa de Sabóia.
Ø Os conceitos de autodeterminação dos povos e democratização vinham do contato com a França.
Ø Norte desenvolveu uma burguesia interessada no desenvolvimento nacional
Ø Carbonários – grupos de oficiais, comerciantes, intelectuais unidos em sociedades secretas na defesa da unificação. Atuaram entre 1815 e 1830, mas a falta de uma linha de ação definida leva ao abafamento de suas ações (reuniam monarquistas e republicanos).
Ø 1831– Risorgimento - movimento que não foi apenas político. Defendia a unificação, mas também a “ressurreição” da Itália como centro das artes e da filosofia. Entre os participantes destacava-se Giuseppe Mazzini.
Ø Giuseppe Mazzini – criou em 1831 uma nova sociedade secreta chamada Jovem Itália, com o objetivo de instaurar uma república popular. As idéias deste movimento chegavam à Itália através de um jornal de mesmo nome.
Ø 1848 – “A Primavera dos Povos” – onda de revoluções liberais e nacionalistas. Fernando II, o rei das Duas Sicílias e Carlos Alberto, rei do Piemonte, estabeleceram regimes constitucionais.
Ø Movimentos nacionalistas estouram em várias regiões. Movimento foi derrotado devido a intervenção austríaca e a divisão entre os revolucionários.
Ø 1852 – Camilo Benso, Conde de Cavour, é nomeado primeiro-ministro do reino do Piemonte. Busca apoio de uma potência estrangeira para a luta pela unificação. Assinou um tratado oficial com a França em 1859.
Ø 1859 – iniciou – se uma guerra com a Áustria com a conquista da cidade de Milão pelas tropas italianas e francesas. Giuseppe Garibaldi e seus voluntários mantêm a luta nos Alpes. Toda a Itália Central se revolta.
Ø 1860 – através de um novo acordo entre o Piemonte e a França foram realizados plebiscitos nas regiões da Toscana, Módena, Parma, Romanha, Sabóia e Nice, estas duas últimas escolheram anexar-se à França e o restante ao Piemonte. Foi criado o reino da Alta Itália.
Ø A unificação do Reino das Duas Sicílias foi iniciada pelas forças de Garibaldi que entregou o controle as tropas reais piemontesas.
Ø 1866 – Na Guerra das Sete Semanas, em aliança com a Prússia, contra a Áustria, o reino da Alta Itália, obtêm a anexação da região de Veneza.
Ø 1870 – Aproveitando a saída das tropas francesas e a queda de Napoleão, foi ocupada a região de Roma.
Ø Janeiro de 1871 – Vítor Emanuel II transfere-se para Roma, completando a unificação.
Ø A recusa do Papa em reconhecer o novo Estado criou a Questão Romana, que só foi resolvida em 1929, pelo Tratado de Latrão.


UNIFICAÇÃO ALEMÃ ( 1864 – 1871 )

Ø Congresso de Viena – formou a Confederação Germânica composta de 39 Estados soberanos. Destacavam – se o Império Austríaco de economia agrária e o Reino da Prússia mais desenvolvido.
Ø 1830 – além da reivindicação pelos intelectuais da unidade étnica e cultural, agregou-se a reivindicação por um regime liberal, por influencia da França. Grandes industriais e comerciantes apoiaram pelos benefícios que teriam com a unificação.
Ø 1834 – criação da Zolvereim – unificação aduaneira por iniciativa da Prússia excluindo a Áustria, favorecendo o desenvolvimento industrial.
Ø 1848 – no bojo das revoluções liberais e nacionalistas reuniu-se a Assembléia de Frankfurt onde saiu vitoriosa a idéia da burguesia de oferecer a coroa da futura nação ao rei da Prússia, que aconselhado por Bismarck, a recusou, por vir de uma assembléia popular.
Ø 1860 – a Prússia iniciou um programa de modernização militar aliando a alta burguesia aos aristocratas alemães, os junkers.
Ø Bismarck elaborou uma estratégia para a unificação política baseando-se ma participação em guerras e no jogo de colocar um país adversário da Prússia contra o outro.
Ø 1864 – a Prússia conseguiu uma aliança com a Áustria para lutar contra a Dinamarca e evitar a anexação definitiva de duas regiões de maioria alemã ( Schleswig – Holstein ) por aquela nação.
Ø 1866 – iniciou-se a Guerra das Sete Semanas entre a Prússia e a Áustria pela posse dos territórios conquistados à Dinamarca. Bismarck conseguiu o apoio dos franceses e dos italianos. A Áustria foi derrotada e renunciou às duas províncias, entregou Veneza aos italianos e aceita o fim da Confederação Germânica.
Ø Bismarck unificou os Estados do Norte e criou a Confederação Germânica do Norte sob liderança do Kaiser Guilherme I da Prússia. Cada Estado conservava seu poder, mas as forças armadas, as relações internacionais, o comércio e a moeda eram competência do governo central.
Ø A Franca se opôs a formação de um Estado forte em suas fronteiras. O ápice da crise veio com a crise da sucessão espanhola quando Napoleão III vetou a subida ao trono de um membro da família real prussiana. A França ficava cercada por dois estados governados pela mesma dinastia.
Ø 1870 – diante da declaração de guerra da França, os Estados do Sul aliam-se a Prússia.
Ø Após seis meses de luta a França foi derrotada e Bismarck anexou os Estados do Sul, criando o Império Alemão, cuja oficialização se deu em Versalhes, na França, em janeiro de 1871.




A GUERRA DE SECESSÃO

PONTOS EM COMUM DAS DUAS REGIÕES ( OS ESTADOS DO NORTE E OS ESTADOS DO SUL):

Ø Ambas as regiões defendiam uma política expansionista para o leste, que tinha se iniciado já no processo da independência com o avanço do limite original das 13 colônias até os Grandes lagos e o Mississipi ( 1783 ).
Ø A expansão se deu por duas vias: pela negociação e por guerras de conquista.
Ø Em função desta política expansionista que teve num primeiro momento a vontade de ocupar as terras de colonização inglesa no Canadá, combinado aos atritos comerciais advindos do bloqueio marítimo imposto pelos ingleses ao comércio dos norte-americanos com a França, houve um novo conflito entre Inglaterra e os EUA, em 1812, que ficou conhecido como a 2ª Guerra de Independência (1812 – 1814).
Ø Apesar dos EUA terem saído desta guerra sem perdas territoriais, tal conflito levou as elites norte-americanas a desenvolver uma política de isolamento, que ficou conhecida como Doutrina Monroe, ou seja, nem os EUA interviriam em conflitos europeus, nem permitiriam que países europeus se intrometessem nos assuntos internos dos países do continente. Seu lema era “a América para os americanos”.
Ø Os EUA se tornaram um dos maiores países do mundo, com acesso aos oceanos Atlântico e Pacifico e com grandes reservas de recursos naturais para seu desenvolvimento.
Ø Durante a anexação dos territórios mexicanos (1845 a 1848), surgiu a Doutrina do Destino Manifesto, que defendia que os norte-americanos estavam fadados a colonizar a parte sul da América e a civilizar o mundo, devido a sua superioridade moral.

A GUERRA CIVIL

Ø que levou a guerra de secessão foram as diferenças entre o norte e o sul.
Ø O Norte se industrializava cada vez mais e queria impor uma política de protecionismo alfandegário para proteger seus produtos da concorrência estrangeira. O Norte defendia a extinção do trabalho escravo para ampliar o mercado consumidor interno, Norte desenvolveu uma burguesia interessada no desenvolvimento nacional.
Ø Sul produzia principalmente algodão, que era exportado principalmente para a Inglaterra e defendia o livre-cambismo. O Sul defendia a manutenção do trabalho escravo, que vinha desde o período colonial, enquanto o Sul continuava com uma mentalidade rural, aristocrática, defensora da autonomia dos estados.

O ESTOPIM DA GUERRA CIVIL

Ø motivo que deflagra todo o processo de tentativa de secessão e a guerra civil foi a vitória em 1860 de Abraham Lincoln, defensor do protecionismo alfandegário e opositor à escravidão e ao espírito autonomista.
Ø No mesmo ano a Carolina do Sul proclama sua separação, outros dez estados sulistas a seguem e formam os Estados Confederados da América.
Ø conflito foi deflagrado em 12 de abril de 1861 e durou até 9 de abril de 1865. Foi considerada a primeira das grandes guerras modernas e teve um saldo de 620.000 mortos. Ao seu final houve a vitória do Norte sobre o Sul.
Ø Norte era mais industrializado, produzia suas próprias armas e possuía uma rede ferroviária mais extensa e mais moderna, somava 23 estados e 28 milhões de habitantes.
Ø Sul somava onze estados com nove milhões de habitantes, sendo um terço de escravos e não conseguiu apoio internacional devido a sua defesa da manutenção da escravidão.

RESULTADOS DA VITÓRIA DO NORTE

Ø Determinou a extinção da escravidão, tirou o poder da aristocracia agrária do sul, estimulou a formulação de uma consciência cívica ( ampliação dos direitos civis a todos os cidadãos ), embora tenha tido forte reação de setores sulistas contra a igualdade entre brancos e negros.
Ø Já durante a guerra foram tomadas medidas que favoreceram a expansão econômica norte-americana: em 1861, houve a decretação de medidas de proteção alfandegária; em 1862 o Homestead Act garantiu um lote mínimo de terra a cada colono, expandindo a ocupação dos territórios e também o governo decidiu financiar a construção de uma ferrovia intercontinental.
Ø Depois da guerra civil houve também um grande fluxo de imigrantes europeus, destinados principalmente ao trabalho industrial. Tal fluxo aumentava a oferta de mão de obra, barateando o seu valor.
Ø Essa condições levaram a que em poucas décadas houvesse um grande desenvolvimento da economia norte-americana. No início do século XX, o empresário Henry Ford revolucionou a indústria automobilística com a produção em série. O desenvolvimento desta indústria afetou outros setores e catapultou a indústria norte-americana.

CONSEQÜÊNCIAS NO EXTERIOR

Ø Os EUA se tornaram o principal país da América e passou a ter uma política intervencionista no continente para garantir sua supremacia e os interesses de suas empresas. É o período do Corolário Roosevelt à Doutrina Monroe. Esta doutrina se tratou de uma adaptação dos fundamentos da Doutrina Monroe pelo presidente Theodore Roosevelt (1901 – 1909) arrogando-se o direito de intervir em casos de incidentes, incapacidades dos governos e de ameaças de intervenções européias no continente. Esta política de intervenção militar foi denominada de “Big Stick” ( O Grande Porrete ).

PRINCIPAIS INTERVENÇÕES

Ø Ä partir da luta pela independência de Cuba em 1898, os EUA intervieram no processo, anexaram Porto Rico e as Filipinas e impuseram à Constituição cubana de 1901 a Emenda Platt, que cedia a base de Guantánamo e garantia o direito de intervenção dos EUA em Cuba.
Ø Em 1903, o Congresso colombiano negou-se a ratificar um tratado para arrendamento de uma parte do território com vistas a construção de um canal entre o Atlântico e o Pacífico, os EUA reconheceram e protegeram um movimento separatista que proclamou a independência da região (Panamá).
Ø Em 1909 os EUA intervieram na Nicarágua ocupando militarmente a fim de estabilizar a região.

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